
Guinga
Quem vindo do morro esqueceu, após travessia, o passado morro
que ao virar-se, é o novo?
Quem em mãos e cordas de estaca anuncia vida, na tensão que vibra?
Quem explode em força a moça girassol
e consome o vento
enquanto gira, no canto , o cata-vento?
Quem encosta o rosto na paisagem do mar e sai a dar logo pensamento em pauta
em tom Lá, Ré, Fá?
Vago por esse tempo sem tempo e no tropeço te ouço falar...
É você
é você que tem cabelo militarmente dosado,
olhares que escurecem olhos e faz jaz ao supérfluo.
Você, Carlos, de brincadeira sinfônica;
crista de testa que testa tudo que vê.
Crê no violão que não pode tocar
apenas sonha com os dedos
e com os sonhos canta e conta.
Quanta nota...
mas quem nota?!
Quem denota o dançar das cordas?
Quem na rota do sol abre os olhos para ver passar o passarinho:
-É menino
de assobio lírio!
vêm vindo
vêm vindo...
não sei se ginga
não sei se Guinga.
Tato
Quem denota o dançar das cordas?
Quem na rota do sol abre os olhos para ver passar o passarinho:
-É menino
de assobio lírio!
vêm vindo
vêm vindo...
não sei se ginga
não sei se Guinga.
Tato

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