Você envolvida na sua vida
aracnídea querida,
cresceu mais linda
sozinha.
Não pude conter do que me contamina,
caí perdido sem fuga:
-Mosca metida.
No agito, mais me comprometo,
preso ainda na teia: Grito.
E você, negra viúva, ri orgulhosa.
Na hora do bote
estranha,
quando olha nos meus olhos já derrotados,
e prepara a venenosa saliva,
enxerga que me vitimizo(emaranhado na teia perfeita)
pra te olhar melhor e pura!
'cê Chora por eu ser sua presa passível.
Não sabe se ama ou me mata.
A noite cai com dúvidas...
E você confusa,
enlaça os braços sobre meu pescoço:
Estremecida, não cede,
executa sua sentença.
-Nunca mais nos veremos...
Eu, sem poder mais nada lembrar,
faço presença nestas tuas noites sós.
Sobre os ventos frios que abatem teu pescoço,
minha ausência te protege,
aquecendo-te sobre o que foi e fui.
Nas mais gelada horas
sobre os cantos ermos
tu ensaiou lágrimas:
Perguntando para si, se aquilo não poderia ter sido amor.
Ara, que tinha a vida para tirar a minha,
sentiu-se ferida pela morte que ainda vinha;
e nenhum amor para que a pudesse findar.
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