A Porta
A porta ao lado
no convés da sala
é uma porta aberta,
reta, dois lados.
Porta entre-aberta
no espaço, buraco.
Se a fecham, rasga,
fecham-na por inteiro
não com modos, feio.
A porta é portal
na barriga da fome.
È torta com formigas e
óleo; não comporta
na cidade o mistério
uma miséria.
A proposta é passar,
ruptura no vento
moinhos quadrados;
nós, movendo como água.
Uma portífera tinta
em presságios vivos
a quem cultiva vida,
perdida no desboto da porta.
Porta parada, como
moinho parado. Sem
água. Como tinta aguada
em seu teor, em seu desgasto.
A sala de porta
se consola, pela
vida, que fluxa
órgãos móveis, não imunda.
O ar condiciona a porta
onde ares resfriados
a tiram tinta
não a tiram vida.
Diz-se de um outro ar,
porta e seu mar, é
ar ondular, ondicionado
a respirar seu sal, sem salgar-se.
Combinado entre ar e porta,
sala e vento; o silêncio, para
o resto falar. Mudos mundos;
nós muitos, surdos.
...
A porta ao lado
no convés da sala ...
é uma porta aberta
agora; sem lados, curva.
Num enquadramento de aurora.
TaTo
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