Quando criança, cirandava..! Hoje...

Papel-ema



Pelo papel faço poema.
Pêlo no papel inspira o poema.

Encravado na linha da rima
procuro sobre-sair por cima.
-Sinto que perco-
Pré sinto que chega,
já não há outro caminho.

Aposto.
Destroço nesse papel,
com “pena”,
analítica entre instrumento e sentimento apenas.

Porque o que fica
o que divinifica

Fica na pinça de pensamento, contida,
onde fui fisgar a rima
onde hei de conter o verso em linha.



Renato Cãio

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