Papel-ema
Pelo papel faço poema.
Pêlo no papel inspira o poema.
Encravado na linha da rima
procuro sobre-sair por cima.
-Sinto que perco-
Pré sinto que chega,
já não há outro caminho.
Aposto.
Destroço nesse papel,
com “pena”,
analítica entre instrumento e sentimento apenas.
Porque o que fica
o que divinifica
Fica na pinça de pensamento, contida,
onde fui fisgar a rima
onde hei de conter o verso em linha.
Renato Cãio
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