Estudo n° 1
A poesia mora no lado de lá das coisas
A poesia mora no lá de trás das moças
A poetiza dormi, pra dar-nos, que faz as coisas
A colombina tora e se leva a tal força
A alquimia namora os negros lábios da força
A mãe da menina ora bruta, ora borda na pia da louça
A pele macia angustia aquela de pele não fria
A beatriz atiça até lhe darem a forca
A moça atriz que chora, espera a hora do homem
O nome mora ao lado das coisas
a poesia é o que vem depois
o do lado de lá
Inverso do coice --um Beijo.
TaTo
Mais um Dedo !.

Guinga
Quem vindo do morro esqueceu, após travessia, o passado morro
que ao virar-se, é o novo?
Quem em mãos e cordas de estaca anuncia vida, na tensão que vibra?
Quem explode em força a moça girassol
e consome o vento
enquanto gira, no canto , o cata-vento?
Quem encosta o rosto na paisagem do mar e sai a dar logo pensamento em pauta
em tom Lá, Ré, Fá?
Vago por esse tempo sem tempo e no tropeço te ouço falar...
É você
é você que tem cabelo militarmente dosado,
olhares que escurecem olhos e faz jaz ao supérfluo.
Você, Carlos, de brincadeira sinfônica;
crista de testa que testa tudo que vê.
Crê no violão que não pode tocar
apenas sonha com os dedos
e com os sonhos canta e conta.
Quanta nota...
mas quem nota?!
Quem denota o dançar das cordas?
Quem na rota do sol abre os olhos para ver passar o passarinho:
-É menino
de assobio lírio!
vêm vindo
vêm vindo...
não sei se ginga
não sei se Guinga.
Tato
Quem denota o dançar das cordas?
Quem na rota do sol abre os olhos para ver passar o passarinho:
-É menino
de assobio lírio!
vêm vindo
vêm vindo...
não sei se ginga
não sei se Guinga.
Tato
Pra não dizer que não falei di Mestre...

Um chamado Tom
Quando na noite escura,
daquelas de não ter mais jeito
quando a lua anunciar os maus ventos...
Tu poderás procurar um sabiá em tua janela e cantar junto o canto que Antônio cantou.
Se por um instante sacudir uma lágrima de desprezo pelo que passou,
não se assuste
é Tom, é João .
Todas as Matitas-perês estarão com você
os macucos virão te visitar pela manhã
os urubus no fim da tarde
e a noite teu canto será gigante e para fora
teu canto onde mora, será centro desse novo vento construído pelos ares Jobinianos;
nada além do menino correndo em Ipanema deserta será mais inteligível agora.
A lua, a noite, o escuro já não mais serão problemas para nós.
Quando na noite escura,
daquelas de não ter mais jeito
quando a lua anunciar os maus ventos...
Tu poderás procurar um sabiá em tua janela e cantar junto o canto que Antônio cantou.
Se por um instante sacudir uma lágrima de desprezo pelo que passou,
não se assuste
é Tom, é João .
Todas as Matitas-perês estarão com você
os macucos virão te visitar pela manhã
os urubus no fim da tarde
e a noite teu canto será gigante e para fora
teu canto onde mora, será centro desse novo vento construído pelos ares Jobinianos;
nada além do menino correndo em Ipanema deserta será mais inteligível agora.
A lua, a noite, o escuro já não mais serão problemas para nós.
:
:.Tato
Para se ler em voz alta...Feito cantus...
Coisa de Mágico
a Guimarães Rosa
“Ficamos sem saber o que João era,
e se João existiu de se pegar.” (Drummond)
Tudo tem l´guma coisa
nada tem nada.
Porisso sempre bom ficar na felicidade.
Pra que tristeza não chegue
entre uivos e silêncio
assim, num luar qualquer,
num abate.
Tão
fico limpo
claro, enigmático
onde ventos me contornem
e riem comigo
brincos
feito mágico.
Tudo tem l´guma coisa
nada tem nada.
Porisso sempre bom ficar na felicidade.
Pra que tristeza não chegue
entre uivos e silêncio
assim, num luar qualquer,
num abate.
Tão
fico limpo
claro, enigmático
onde ventos coloridos contornem-me
e explodindo feito fogos
riem comigo
brincos
numa mágica combinação sem fim entre eu e mim.
.: TaTo
a Guimarães Rosa
“Ficamos sem saber o que João era,
e se João existiu de se pegar.” (Drummond)
Tudo tem l´guma coisa
nada tem nada.
Porisso sempre bom ficar na felicidade.
Pra que tristeza não chegue
entre uivos e silêncio
assim, num luar qualquer,
num abate.
Tão
fico limpo
claro, enigmático
onde ventos me contornem
e riem comigo
brincos
feito mágico.
Tudo tem l´guma coisa
nada tem nada.
Porisso sempre bom ficar na felicidade.
Pra que tristeza não chegue
entre uivos e silêncio
assim, num luar qualquer,
num abate.
Tão
fico limpo
claro, enigmático
onde ventos coloridos contornem-me
e explodindo feito fogos
riem comigo
brincos
numa mágica combinação sem fim entre eu e mim.
.: TaTo
Assinar:
Comentários (Atom)
