Existe em mim
um ímã:
-Mãe, quando você acordou eu já ´tava pronto.
O que então fez de mim
ficar tão perto do longe.
O que fez de mim sem perto
ficar tão esperto, disperso...
Quando beijo a menina
já penso até no seu suor!
Não sei, existe em mim
um ímã.
Que diz minha irmã:
“-Deixa. È jeito dele.
Pra dentro das coisas
pra fora sem hora.
Sempre foi assim
perdido desde menino.”
A palavra que me apego agora
é pra despertar espertos
calar incertos.
Onde o traço tem sua vez
eu espero a minha
calado, quieto.
E o vácuo que quebro
é apenas um pedido,
silêncio pedido
de licença
p´ro meu verso passar.
Tahtô

Nenhum comentário:
Postar um comentário