A febre amar-ela
Minha fé cura meu pé
não cura meu coração.
Já na terra atual, é negra a luz dos teus olhos.
Como preta é a pinta em seus olhos também negros,
dos também olhos que te olham
sem fé.
Chegou pequena, mínima, com candura no sorriso;
cresces mag(r)a em pérola; no largo secreto clarão
sem palavras.
Esta temperatura vem com a febre; e prossegue:
È minha;
não causal por ti,
é febre farta para ti.
Febre só de fé
não por quem passa
mas por quem, em febre, sonha.
- Um Amerelosendoido. -È doída
Mais viva menos morte
Febre que prosta na idéia
não ferve no mercúrio
Chamo pelo neve nome,
Que por aqui deixo braço, perna, músculo interno.
E fazer da febre amar-ela
o convite à Dani; e lá,
a fé breve
minha eterna.
tato
-2006-
Ímã
Existe em mim
um ímã:
-Mãe, quando você acordou eu já ´tava pronto.
O que então fez de mim
ficar tão perto do longe.
O que fez de mim sem perto
ficar tão esperto, disperso...
Quando beijo a menina
já penso até no seu suor!
Não sei, existe em mim
um ímã.
Que diz minha irmã:
“-Deixa. È jeito dele.
Pra dentro das coisas
pra fora sem hora.
Sempre foi assim
perdido desde menino.”
A palavra que me apego agora
é pra despertar espertos
calar incertos.
Onde o traço tem sua vez
eu espero a minha
calado, quieto.
E o vácuo que quebro
é apenas um pedido,
silêncio pedido
de licença
p´ro meu verso passar.
Tahtô
um ímã:
-Mãe, quando você acordou eu já ´tava pronto.
O que então fez de mim
ficar tão perto do longe.
O que fez de mim sem perto
ficar tão esperto, disperso...
Quando beijo a menina
já penso até no seu suor!
Não sei, existe em mim
um ímã.
Que diz minha irmã:
“-Deixa. È jeito dele.
Pra dentro das coisas
pra fora sem hora.
Sempre foi assim
perdido desde menino.”
A palavra que me apego agora
é pra despertar espertos
calar incertos.
Onde o traço tem sua vez
eu espero a minha
calado, quieto.
E o vácuo que quebro
é apenas um pedido,
silêncio pedido
de licença
p´ro meu verso passar.
Tahtô
Leminskianas
“vai-selábemsaber”
chuta minha bunda
minha vaga-bunda
tão mole
quanto seu
são coração
mas as coisas
imateriais
muito mais que reais
essas ficarão:
mas como todo verso bom,
acho este ser do drummond
caí geada no meu pé!
é gelada a dor de você não-vir
(o coração não bomba tanto)
e o pé sofre
pois é ponta de corpo
que o seu
não vem cobrir
do lado esquerdo
da cama,
minha ração d´alma
é você cá dentro
bombeando cardial
entre os lençóis e os sonhos
vem cá menina feia
vem cá menina linda
vem preta vem fina
menina-tiça
conforme me disse,
vem cá minha mestiça
ametista do meu rogo
e só
maior que eu
in consti tu.
-cio nali?
-s...sim:
a mente.
chuta minha bunda
minha vaga-bunda
tão mole
quanto seu
são coração
mas as coisas
imateriais
muito mais que reais
essas ficarão:
mas como todo verso bom,
acho este ser do drummond
caí geada no meu pé!
é gelada a dor de você não-vir
(o coração não bomba tanto)
e o pé sofre
pois é ponta de corpo
que o seu
não vem cobrir
do lado esquerdo
da cama,
minha ração d´alma
é você cá dentro
bombeando cardial
entre os lençóis e os sonhos
vem cá menina feia
vem cá menina linda
vem preta vem fina
menina-tiça
conforme me disse,
vem cá minha mestiça
ametista do meu rogo
e só
maior que eu
in consti tu.
-cio nali?
-s...sim:
a mente.
Chimarrão
quando tá frio e ninguém escuta
quando ganhar não é mais
quando o impulso condena
quando a chama não é pequena
chama..chama..!
chimarra-se
te amarra
e não reclame.
quando a palestra tá chata
quando o dinheiro trava
quando a chama se desata
chama...chama....
quando só o que se vê é reclames
quando para se ver, é quanto ....
ai chama...chama..!
mate em dose dupla
chama...
quando não houver mais o que chamar
chama-me:
no fundo um chamamé acompanha os passos
nós dois com chá nas mãos
de vento e cuia
regamos
o rogo vão
das horas nossas...
Tahtô
8/2009
Passo fundo, RS.
quando ganhar não é mais
quando o impulso condena
quando a chama não é pequena
chama..chama..!
chimarra-se
te amarra
e não reclame.
quando a palestra tá chata
quando o dinheiro trava
quando a chama se desata
chama...chama....
quando só o que se vê é reclames
quando para se ver, é quanto ....
ai chama...chama..!
mate em dose dupla
chama...
quando não houver mais o que chamar
chama-me:
no fundo um chamamé acompanha os passos
nós dois com chá nas mãos
de vento e cuia
regamos
o rogo vão
das horas nossas...
Tahtô
8/2009
Passo fundo, RS.
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